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Friday, June 27, 2003

Biologia das Abelhas

Os meliponíneos são abelhas nativas sem ferrão. Estas abelhas são sociais e vivem em colônias constituídas de uma rainha, muitas operárias e machos, que são produzidos em determinadas épocas do ano, dependendo da espécie e da localização geográfica.
A ausência de ferrão nessas abelhas fez com que elas desenvolvessem outros mecanismos de defesa, como morder com as mandíbulas partes delicadas do corpo do intruso como pálpebras, orelha e entre dedos, enroscar nos cabelos e roupas, depositar gotículas de resina, liberar odores, liberar substâncias cáusticas e ainda vibrar na raiz dos cabelos provocando um aumento no ruído emitido. Muitas espécies ainda camuflam a entrada do ninho com o ambiente.
As abelhas sem ferrão pertencem à subfamília Meliponinae e a família Apidae. Os meliponíneos constituem um grupo muito grande com aproximadamente 300 espécies conhecidas pela ciência, que se distribuem nas zonas tropicais e subtropicais do mundo. Os ninhos dos meliponíneos são contruídos predominantemente dentro de oco de árvores vivas, mas existem também ninhos aéreos, no solo e em ninhos de cupins e de formigas. Cupinzeiros aéreos e vivos também podem abrigar ninhos de abelhas.
Na estrutura física dos ninhos encontramos os potes de pólen e de mel, os favos constituídos de células de cria, o tubo de entrada e o invólucro. Todas as estruturas são construídas com cerume, resultante da adição de cera das abelhas com a resina que elas coletam nas plantas. Outras substâncias como barro, fezes de abelhas e de outros animais podem ser utilizados na construção dos ninhos. As células de cria podem estar agrupadas em favos que são predominantemente horizontais, ou helicoidais e, mais raramente, em forma de cachos, que são bem adaptados para pequenas cavidades.
O tubo de entrada conecta a porta com o interior do ninho. Em algumas espécies subterrâneas, a sua extensão é maior do que dois metros. A porta de entrada é uma estrutura típica para cada espécie, podendo dar passagem somente a uma abelha como na mirim-guaçu, ou muitas abelhas como na irapuá, sendo a população deste último ninho constituída por milhares de abelhas. Curiosamente, na época de enxameagem, algumas espécies aumentam o diâmetro do tubo de entrada e da porta. A população dos ninhos é variável, com algumas espécies sobrevivendo com apenas algumas centenas de indivíduos, até outras com milhares de abelhas. Na população das abelhas existem as castas femininas: rainha e operária e o macho, cada um com diferentes funções dentro do ninho.
As rainhas são especializadas em botar ovos. Quando fecundadas, possuem o abdômen bastante desenvolvido. As operárias realizam todas as atividades do ninho e, de acordo com a idade, limpam e reparam as células de cria, aquecem o favo, constroem e aprovisionam as células de cria, alimentam a rainha e outras abelhas, reconstroem estruturas do ninho, desidratam néctar, montam guarda na porta do ninho e, somente na última fase de vida, tornam-se abelhas campeiras, saindo do ninho para coletar pólen, néctar e resina.

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Foi Mandeville quem, na sua famosa Fábula das abelhas (1714), mostrou como numa colmeia, apesar de nela reinarem as paixões, tudo ressoava de vida e actividade como num paraíso.

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